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O debate está aceso no Reino Unido. As eleições de 8 de Junho serão decisivas.

Muitos jovens podem ainda não ter percebido a importância do seu voto. Afinal, o seu voto não contou no Brexit, atiraram-nos para fora de uma Europa onde já se sentiam em casa.

E no entanto, a possibilidade da inovação cultural na política reside no seu voto.

 


Vivemos numa época de transição da política: das ideologias de grupos competitivos com propostas para formatar a nossa vida colectiva, para plataformas políticas baseadas na participação cívica responsável, comunidades criativas que trabalham em colaboração.


Neste momento, o Labour é o que se aproxima dessa cultura política inclusiva, que responde a desafios concretos e procura o equilíbrio social. É o primeiro passo para a inovação cultural na política.

Os conservadores são actualmente o principal obstáculo a essa possibilidade.


A fórmula é muito simples: votar estrategicamente - participar na vida política - criar comunidades criativas - trabalhar em colaboração.



Não se sabe ainda se o Brexit é ou não um processo reversível.

Tudo está a mudar muito rapidamente.


Quando votaram Brexit, ainda desconheciam a nova realidade mundial e as suas implicações:

- a nova administração americana e os estragos que pode implicar a nível político, económico, ambiental;

- os atentados em Londres e Manchester, e os enormes desafios a nível da segurança, que depende de uma colaboração estreita entre países e continentes; 

- as tensões sociais e a agressividade xenófoba, inflamada pela irresponsabilidade política dos Brexiteers, que utilizaram os imigrantes como bodes expiatórios.



A Europa também está a viver um período de transição, o que terá implicações, inevitavelmente, na UE, nos seus actuais desequilíbrios, e na sua cultura política e económica.



Este é o portal que se abre no tempo para os jovens do Reino Unido. 

E porquê no tempo?

Porque a incompetência política, a incapacidade de identificar os desafios, destacar as prioridades, escolher as estratégias eficazes, pode atrasar um país e com ele as vidas de gerações, por uma ou mais décadas. 

Essa é a importância do seu voto.

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

 

publicado às 12:59

O valor do trabalho na nova economia

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 22.10.16

 

 

Já aqui procurei analisar o papel dos consumidores na economia. E como a sua importância é cada vez maior.

Vivemos na transição entre uma economia muito dependente da finança e uma  economia baseada no conhecimento e na sua aplicação.

Mas nesta fase o papel dos bancos é fundamental como um dos motores da economia, pela opção de investimento em empresas, projectos, modelos económicos produtivos.

É aqui que entra a Caixa Geral de Depósitos. Fundamental para a economia portuguesa nesta fase de arranque da economia. Ora, o seu papel como um motor da economia depende da gestão inteligente, com visão e eficaz.

 

Há ainda no país uma mentalidade que vê o trabalho como um valor menor do que as operações financeiras, por exemplo. Isto é, é correcto ganhar em bolsa pipas de massa mas é incorrecto pagar um valor de mercado por um trabalho de qualidade.

O trabalho deve ser revalorizado no país. E devem ser os resultados que devem passar a determinar o patamar da remuneração. Claro que não estou a falar de dividendos ou de prémios indevidos e escandalosos.

 

Uma cultura da colaboração diverge de uma cultura da competição no equilíbrio que promove e, também por isso mesmo, valoriza o trabalho e a sua qualidade.

E isto vale para todos, e também para os políticos e gestores políticos. Por exemplo, se os deputados do PSD não colaborarem no OE 2017, pode perguntar-se: o que é que estão a produzir? Valem o que auferem dos impostos dos contribuintes? 

 

publicado às 08:30

As novas tecnologias não escondem a cultura subjacente

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 11.10.16

 

 

É raro ver uma situação social e económica tão mal gerida como esta actual dos táxis vs carros não identificados de transporte de passageiros.

Como a maioria dos consumidores de notícias, debates televisivos, discursos directos e redes sociais é acrítica, não observa nem reflecte, aderiu de imediato às plataformas sem questionar o que está por trás.

É por isso que o barómetro do Prós e Contras apontou para as plataformas.

E é por isso também que nas redes sociais se multiplicaram opiniões insultuosas e agressivas contra os táxis.


Há plataformas e plataformas. Há aplicações e aplicações. As novas tecnologias não escondem a cultura subjacente. Como não escondem o tipo de economia que praticam. 

A estratégia é invariavelmente a mesma: entra-se num sector de mercado com o inatacável argumento de facilitar a vida ao consumidor, poupar tempo e dinheiro, utilizando as novas tecnologias, e empurram-se os que já existem para dentro ou para fora. O céu é o limite, tudo pelo progresso, afinal estamos no séc. XXI, tudo pela liberdade de mercado, pelo bem-estar do consumidor, quantos mais melhor.

A cultura subjacente é apenas e tão somente a mais pueril e selvagem: o lucro fácil e garantido pelo menor esforço de investimento e pela menor preocupação com a segurança do próprio consumidor.


Por isso soa tão estranha a atitude dos responsáveis do governo pela gestão deste conflito social e económico. Desde a sua ignorância, ausência de visão e de cultura do interesse público, até à sua arrogância, cinismo e mesmo falta de respeito pelo cidadão que paga impostos, neste caso pelo motorista de táxi e pelo consumidor. 

Um gestor público deve prevenir problemas em vez de os agravar. Qualquer liderança com um mínimo de empatia e de bom senso teria percebido que um sector fragilizado e em desespero age de forma emocional. E quem sabe se isso não faria parte da estratégia para as negociações - e assim se entenderia a oferta dos 17 milhões? Pior é impossível.


Esperemos que o PM, quando aterrar da China, consiga desenredar e clarificar esta triste situação. O governo tem promovido a cultura da sensibilidade pelas questões sociais e o respeito pelos mais vulneráveis. 

Não se trata, por isso, de um sector obsoleto vs um sector futurista, trata-se de duas culturas de base perfeitamente identificáveis. 

No essencial, há 2 tipos de tendência da economia de séc. XXI: uma, selvagem e desregulada, sem responsabilidade social; outra, equilibrada, sustentável e responsável. Uma, anónima e impessoal; outra, identificada e de confiança.

Que tipo de economia quer o governo promover?

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

publicado às 17:12

Assédio moral contra os países do sul

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 05.07.16

Gostei de saber ontem, numa reportagem da TVI e numa entrevista a Isabel Moreira na TVI24, que o assédio moral foi recentemente criminalizado e integrado no crime mais amplo da perseguição.

Nesta criminalização já vamos com um atraso de uma década relativamente a outros países europeus, mas isto também se explica culturalmente. Não aturámos pacificamente o assédio moral do anterior governo?, dos discursos do anterior PM?, das conferências de imprensa de Gaspar e de Albuquerque?

Agora assistimos, nós e a Espanha, a uma pressão política ilegítima da CE e do Eurogrupo. A Espanha está em negociações para formar governo, Portugal tem um governo recente.


O assédio moral implica uma perseguição reiterada, é o que temos vindo a sofrer da CE e das intervenções dos comissários e do presidente do Eurogrupo, desde o início do novo governo. 

O assédio moral implica um agressor e uma vítima, uma relação de poder e dependência, força e fragilidade.

O assédio moral tem um objectivo, neste caso é político: um governo conservador na Espanha e uma mudança de governo em Portugal.

  

Esta demonstração de força da CE revela, na realidade, uma fraqueza: vendo-se impotente para lidar com o Brexit, uma ferida aberta no coração da UE, tenta mostrar a sua força onde pode bater, ou seja, nos mais fracos.

Já vimos o que fizeram ao povo grego, apesar do povo grego referendar a vontade de permanecer na UE. A humilhação que lhes foi infligida teve todos os ingredientes do assédio moral. E do double bind, estratégia de manipulação que anula e fragiliza.


Se a CE e o Eurogrupo continuarem nesta perseguição ilegítima, a quem podemos recorrer? Há algum mecanismo que nos possa defender? Exactamente, é este o perigo de estar integrado numa UE que não respeita as regras dos tratados (igualdade) nem tem a noção de equilíbrio, de colaboração e de oportunidade.

Uma comunidade pressupõe ainda a noção de bem comum. Ora, prejudicar Portugal e Espanha, assim como a Grécia, também é prejudicar os restantes países da zona euro.


Talvez o Brexit revele a resposta das populações esquecidas pela centralização do poder e pela globalização que agravou o desequilíbrio na distribuição dos recursos (aumento exponencial das desigualdades sociais).

 

 

 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

publicado às 20:18

Este PSD é democrata?

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 08.05.16

 

 

 

As vozes dissonantes devem fazer-se ouvir de vez em quando. As vozes que destoam das vozes monocórdicas dos comentadores de serviço na televisão.

 

Vou fixar-me apenas numa opinião de um adolescente tardio (= trintão imaturo): O que me irrita na esquerda é que pensam que a democracia é apenas deles. Eu nasci com o 25 de Abril e considero que a democracia também é minha. A democracia também é da direita.

A ideia era mais ou menos esta: este PSD é democrata. O menino mimado não percebia como era possível apelidarem o PSD de não democrata. Alguém teve de lhe lembrar que o governo anterior governou sempre à revelia da Constituição.

 

Aqui analisei muitas vezes o governo anterior, a sua cultura de base e até a sua estética comportamental. E apelidei-o de fascizóide. Estava lá tudo: humilhação, intimidação, bullying político. 

De facto, podemos imaginar uma linha contínua para classificar o autoritarismo, do autocrático à tirania. Mas será um exercício interessante? As classificações políticas apenas servem para nos distrair do essencial.

 

A democracia é um contrato entre os gestores do poder e os cidadãos, vive em equilíbrio constante, pesa tudo no fiel da balança, é responsável e responde pelas suas decisões, é aberto e transparente. A Constituição é a lei comum, as regras da gestão política. A Assembleia é o espaço onde esse equilíbrio é exercitado. O governo responde perante a Assembleia. O Presidente é uma garantia de que este equilíbrio é alcançado na gestão política do governo e que se respeita a lei comum.

 

O governo anterior só conseguiu atropelar a democracia, depois de a amolgar e adulterar, porque se refugiou no empréstimo, na dívida e na troika. Essa era a sua justificação. 

As desigualdades sociais aumentaram, a classe média foi atirada para a pobreza, os jovens para a emigração. Mas isto toda a gente já sabe.

 

Incomodemos ou não as vozes monocórdicas de serviço, é preciso desenhar com clareza as linhas gerais da democracia. As crianças e os adolescentes precisam de saber, com exemplos concretos da vida real, o que é a democracia, para saberem detectar os desvios e poderem votar de olhos abertos.

 

 

publicado às 08:07

A dupla responsabilidade da esquerda actual

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 07.05.16

 

 

 

A dupla responsabilidade da esquerda actual:

1 - governar o país dentro dos constrangimentos que nos condicionam a economia, enfrentando os desafios que a CE irá colocar à nossa frente;

2 - livrar-nos deste PSD e deste CDS pois ninguém lhe perdoaria colocar em risco a actual maioria de esquerda e entregar-nos nas mãos dessas personagens e da sua cultura obsoleta.


Quando a comunicação social dá voz a quem só quer destruir o actual equilíbrio possível no poder para nos pôr o pé em cima de novo, percebemos que não podemos confiar em tudo o que vemos e ouvimos na televisão.


Felizmente temos um Presidente inteligente e perspicaz que entende que a democracia respira no movimento - negociações e acordos - e no equilíbrio - compromissos e decisões.


E a democracia ainda é a melhor fórmula para uma organização social, política e económica saudável, dinâmica e equilibrada.

 

 

Post publicado em A Vida na Terra.

 

 

publicado às 10:51

O dossier Panamá

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 04.04.16

Ora aqui está um belíssimo título para um livro ou um filme. Um trabalho de partilha de informação de jornalistas de investigação. Uma de muitas tentativas de divulgação do que se passa nos bastidores das finanças e das negociatas de quem não se quer sujeitar às regras da convivência justa, equilibrada e civilizada do comum dos mortais.


E quem encontramos lá? Algumas personagens não nos surpreendem, já contávamos com isso. Mas o primeiro-ministro da Islândia? De um país que acabou de atravessar uma das crises financeiras mais terríveis? E eu que pensava que as mulheres islandesas tinham tomado conta do poder para não deixar que cenas destas voltassem a acontecer...


O Messi? Admirado por tantos jovens de todo o mundo? Um símbolo do desporto? E logo quando o futebol ainda tem a mancha da corrupção agarrada à FIFA como pastilha elástica?


O mais interessante é constatar, quando se fala de offshores, que a cultura vigente ainda é aceitar a sua existência com naturalidade, como se fosse normal fugir ao fisco só porque se tem muito dinheiro. Tudo ao contrário, não acham? Mais aceitável seria perdoar uma pequena fuga ao fisco de quem tem pouco dinheiro... Só que para esses é a penhora.


Isto dos offshores já é uma grande rede de interesses, todos a retirar a sua parcela, bancos, empresas, advogados... A cultura vigente está tão enraizada que até gestores políticos propõem o perdão fiscal parcial e ainda se sentem gratos por esses montantes regressarem à legalidade.


E haverá ainda o argumento de que a finança poderá colapsar se se sujeitar às regras democráticas do equilíbrio de uma sociedade civilizada. De onde se poderá concluir que esta finança actual se baseia no desequilíbrio, na ausência de regras democráticas, e só funciona fora da lei.


E há outra questão muito actual que aqui surge como prioritária: a segurança. Os offshores são um óptimo esconderijo para financiar o terrorismo. 


A mudança necessária é cultural, mas tem de se começar por um lado, pelo trabalho jornalístico. 

 

 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

 

publicado às 15:34

Colaborar, cada um no seu lugar e no seu papel, para que tudo dê certo

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 17.03.16

A vida por vezes surpreende-nos, situações e circunstâncias que não conseguimos explicar. Anos mais tarde lembramos um olhar, uma frase, uma entoação, e a situação adquire um novo sentido e importância.

 

Antes procurava a lógica e o significado de tudo, não descansava enquanto não conseguisse descobrir uma explicação, uma interpretação. Agora é a situação que se revela a pouco e pouco, como um ecrã sensível e interactivo. É assim na vida pessoal, na vida da comunidade mais próxima e nas notícias que chegam diariamente do país e do mundo pelos diversos meios.

 

É por isso que já não consigo ouvir os comentários políticos, por exemplo. A maior parte dessas frases pomposas não faz sentido na nova cultura política que já nos rodeia. E se não valem como interpretação da realidade actual, também não valem como narrativa que se quer substituir à realidade.

É por isso também que já não me interessam as ideologias políticas. O PSD redescobriu a social democracia? Risível. O CDS redescobriu a sua alma democrata cristã? Risível. Até o PAN que está a dar os primeiros passos na experiência dos debates na AR se revela mais credível porque definiu e manteve a sua marca registada. 

 

Quais são agora as nossas prioridades como cidadãos deste país? Colaborar, cada um no seu lugar e no seu papel, para que tudo dê certo. Refiro-me ao orçamento, à economia, ao equilíbrio de poderes social e económico, à fiscalização da actividade financeira. Tudo o que determinará a relação de poder com a CE e o Eurogrupo.

 

Para já, as circunstâncias são-nos favoráveis, as principais instituições da gestão política colectiva, governo e Presidência, revelam a inteligência e a cultura do séc. XXI, da colaboração. 

A nossa auto-estima como país também levou uma refrescadela, o que muito ajuda. Os acontecimentos felizes que para isso contribuíram foram: a visita de Bento XVI em Maio de 2010; o perfil e o papel do Papa Francisco; os resultados das últimas legislativas que permitiram uma nova solução governativa e a candidatura de Marcelo à presidência.

Aproveitemos bem estas circunstâncias de modo a estarmos preparados para lidar com os desafios que valem a pena.

 

 

 Post publicado n' A Vida na Terra

 

 

publicado às 21:35

OE 2016: uns rogam-lhe pragas, a maioria faz figas para que funcione

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 22.02.16

 

É com perplexidade que ouço várias personalidades rogar pragas ao OE 2016. Uma coisa é apresentar argumentos fundamentados, outra coisa é destruir genericamente o orçamento, embrulhá-lo em considerações maldosas como "austeridade socialista". 

Os cidadãos estão certamente do outro lado, a fazer figas para que o OE funcione, que não sejam necessárias mais garantias a Bruxelas, ou se forem, que não recaiam nas mesmas vítimas.

 

Esta é a diferença entre cultura de classe e cultura democrática:

- cultura de classe: ver apenas o seu grupo de referência e defender privilégios adquiridos, ser incapaz de colocar à frente dos seus interesses o interesse mais vasto e as priotidades, as situações de emergência, os mais frágeis da grande comunidade;

- cultura democrática: ver o grande plano, os cidadãos como um todo, uma grande comunidade, e tentar encontrar um equilíbrio, conseguindo ver as prioridades, as situações de emergência, os mais frágeis.

 

Reparem no seguinte exemplo de cultura de classe: o ex-PM disse num discurso recente, quando não há dinheiro não há social-democracia... há austeridade... 

Numa cultura democrática é precisamente nas situações precárias, em que não há dinheiro, que se protegem os mais frágeis, procurando evitar mais fragilidades (desemprego, subemprego, etc.), distribuindo, de forma equilibrada, cortes e tesouradas nos rendimentos, e não apenas nos rendimentos do trabalho.

 

A perspectiva é completamente diferente conforme a cultura de base com que se vê a responsabilidade governativa. Para a cultura de classe, ser PM é um estatuto (um posto, um emprego), para a cultura democrática é um serviço (uma missão). E o mesmo para a capacidade de esclarecer, de comunicar, de negociar, próprias da cultura democrática.

Pela primeira vez em muitos anos, temos um PM que fala directamente aos cidadãos (a ideia de esclarecer em vídeo as dúvidas sobre o OE 2016 foi muito inteligente) e que sabe negociar (colocando as várias partes a conversar).

Também pela primeira vez em muitos anos temos um Presidente eleito cujos trunfos são precisamente comunicar e negociar, e que inspirará o país a integrar a cultura democrática, largando de vez os tiques de um passado bafiento.  

 

 

 

 

Post publicado n' As Coisas Essenciais.

 

 

publicado às 16:08

Aqui iniciei a minha análise do perfil de Presidente que considerei ser o mais adequado à nossa situação actual.

Aqui revelei a minha alegria (e um certo alívio) com a candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa.

E aqui comecei a analisar a campanha eleitoral, os debates na televisão, o comportamento dos candidatos.

 

E agora vamos então à forma de distinguir uma personagem de uma pessoa real:

1. A interacção: quando estamos perante uma personagem não nos sentimos à vontade, sente-se um espaço entre nós, uma barreira invisível, o olhar não é caloroso, acolhedor, não nos fita nem nos envolve, não há empatia nem proximidade; quando estamos perante uma pessoa real sentimos-nos imediatamente à vontade, o olhar sorri e acolhe-nos, há uma empatia e proximidade, identificamo-la como um de nós, como um velho amigo que voltamos a encontrar.

2. A mensagem: quando ouvimos a mensagem de uma personagem não há ressonância com a nossa vida, com o nosso quotidiano, não é para nós que está a falar, não há verdadeira comunicação, é como um actor num palco; quando ouvimos uma pessoa real falar sentimos uma ressonância com a nossa vida do dia a dia, fala connosco, há empatia e comunicação.

3. Os apoiantes: o grupo de suporte e de referância diz muito de uma personagem pois, tratando-se a personagem de uma construção, é o grupo que na realidade exerce influência e poder, a personagem molda-se a essa influência e poder, como um actor se molda ao guião, não há pensamento próprio; a pessoa real pode ter apoiantes mas não são eles que definem o seu pensamento, pode ouvi-los e trocar ideias, mas é autónomo.

 

E pronto, espero ter descrito as principais diferenças entre os candidatos. Não se trata, portanto, de ser de esquerda ou de direita, mas sim de perfil e de papel.

A escolha será entre uma personagem e uma pessoa real, qual é que preferem?

A escolha será entre a ambição de mais poder e o equilíbrio de poderes.

A escolha será entre o poder dos bastidores e o poder do seu exercício.

 

 

 

 

Post publicado n' As Coisas Eseenciais.

 

 

publicado às 17:09


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